terça-feira, 20 de agosto de 2013

08- ROCK DAS ANTIGAS

Desde os anos 60,  com o advento do rock pelo mundo afora, nomes da música no Brasil, sempre tentaram encontrar uma linguagem nacional para o velho Rock and Roll, seja através de versões de sucessos internacionais, ou então buscando criar uma nova forma de tocar o rock tupiniquim.
        Tradicionais autores e interpretes se empenharam na construção de um caminho próprio para a juventude nacional,  criando várias vertentes nacionais para o Rock no país: o Blues Rock (Celso Blues), Rock rural (Sá, Rodrix e Guarabyra), Psicodélico  (Made in Brasil),   Progressivo (O Terço) etc.     

        Nesse volume trazemos basicamente nomes que caíram no anonimato, graças a mídia que não valoriza a memória musical brasileiro. São artistas dos anos 60 e 70 em sua grande maioria, que nos apresenta uma grande variedade de pop rock





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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

07- MÚSICAS PARA CRIANÇAS


Apesar de existir em até um razoável número, é pouca divulgada a música infantil de qualidade produzida no Brasil, muito embora alguns pais e educadores, na busca por entretenimento adequado as crianças acabam entrando em contato com essa cena musical. Basta dar uma boa pesquisada e veremos que cantores renomados como Chico Buarque, Toquinho, Nara Leão entre outros deram suas contribuições para o cenário musical infantil, no entanto não de forma permanente, como é o caso, por exemplo, da dupla Palavra Cantada.

        Preparamos então um volume destinado a divulgar a música para crianças, de boa qualidade e interpretado por grandes nomes da MPB. Assim, os pais e educadores podem ter acesso a uma boa seleção de músicas bem feitas especialmente para os pequenos.


        É muito importante fazer com que nossas crianças conheçam a boa música! Em casa, no carro, durantes as férias, as festas, antes de dormir... A maioria das obras aqui apresentadas foi criada com tanta riqueza poética que até os pais vão gostar de ouvir, tanto ou mais do que os filhos! Por isso,boa diversão para todos, ao som de Adriana Calcanhoto, Raul Seixas, Toquinho, Gilberto Gil, Chico Buarque, Capital Inicial entre outros

 


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terça-feira, 23 de julho de 2013

06 - VINÍCIUS DE MORAES

Vinicius de Moraes foi um nome muito importante no meio cultural brasileiro. Diplomata de carreira destacou-se como poeta modernista, mas também como compositor e letrista popular.

Em 1953 compõe seu primeiro samba: “Quando tu passas por mim”, e publica a peça: Orfeu da Conceição, em 1954. Em 1956 conhece o compositor Tom Jobim, sendo que duas de suas composições com Jobim foram: Chega de saudade e Outra vez, gravadas por Elizeth Cardoso no disco: Canção do Amor demais em 1958, com acompanhamento ao violão de João Gilberto. Ambas as músicas se tornam um marco da Bossa nova. Fez letras para algumas das músicas mais importantes do movimento, como "Garota de Ipanema", "Chega de Saudade", "Eu Sei que Vou Te Amar", "Amor em Paz", "Insensatez", "Se Todos Fossem Iguais a Você" (todas com Tom Jobim), "Minha Namorada", "Coisa Mais Linda", "Você e Eu" (com Carlos Lyra).

É aposentado do serviço em 1968 pelo regime militar.  A partir de então passa a se dedicar à vida artística. Faz shows em Portugal, Argentina, Uruguai, acompanhado de Nara Leão, Maria Creuza, Toquinho, Oscar Castro Neves, Quarteto em Cy, Baden Powell, Chico Buarque. Nos anos 70 incrementa a parceria com Toquinho: "Tarde em Itapuã", "Regra Três", "Maria Vai com as Outras", "A Tonga da Mironga do Kabuletê" são algumas músicas da dupla. 


Nessa seleção musical, trazemos composições do poetinha Vinícius, interpretada por grandes nomes da nossa música, como: Milton Nascimento, Simone, Nara Leão, Tim Maia, Gal Costa, Secos e Molhados, Wilson Simonal entre outros.


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sexta-feira, 12 de julho de 2013

05 - RELIGIOSIDADE NA MPB


Sem querer entrar no mérito da questão das diferentes religiões, apresento apenas uma seleção de canções da MPB, que tem como foco a cristandade, excluindo aqui o movimento gospel, que na minha visão é um estilo totalmente voltado ao aspecto das igrejas em si. A Música Popular Brasileira está repleta de religiosidade. São obras que se perpetuam, já fazendo parte da história da musicalia nacional. A MPB é bastante rica no trato com a religiosidade..
Nesse aspecto, observamos que a questão religiosa, há muito tempo flerta com a MPB, ou vice versa, tendo grandes nomes dado sua contribuição para isso. De Elis Regina a Milton Nascimento, de Wilson Simonal a Roberto Carlos, das músicas bregas ao sertanejo, do samba ao forró, em algum momento sempre tivemos uma brecha para que nomes importantes da MPB se atrevessem a gravar uma canção voltada ao aspecto religioso.
As canções aqui apresentadas são bastantes diferentes uma da outra. Foram selecionadas aquelas em que o tema é explícito. Todas elas apresentam uma referencia cristã, mostrando pistas de elementos religiosos, se utilizando do acervo cristão. Tivemos o cuidado de juntar diferentes gêneros musicais e intérpretes bem variados para exibir a grandiosidade da música brasileira. Espero agradar a todos que se interessam pelas curiosidades da nossa música.
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segunda-feira, 1 de julho de 2013

04 -BR ROCK

      O Rock Brasileiro dos anos 80 surgiu basicamente influenciado pelo Rock n’roll americano, e embalado pelos efervescentes anos 80, década na qual o cenário político brasileiro passava por importantes mudanças, sofrendo também influencias do Soul, da New Wave e outros. Ganhou até mesmo um apelido, o BRock, dado por Nelson Motta.
    O BRock teve como características: letras falando sobre amores perdidos ou bem sucedidos; outras abordavam temáticas sociais; a capacidade de falar sobre estes assuntos sem deixar a música tomar um peso emocional ou político exagerados;  falar a respeito de quase tudo com um tom de ironia.
     Tudo começou com o surgimento de bandas como a Gang 90 e as Absurdettes seguida pela carioca  Blitz. A partir dai por todo país surgiram bandas roqueiras. No Rio de Janeiro, o “Circo Voador”, tornou-se o berço de várias bandas: Paralamas do Sucesso, Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens, Barão Vermelho, entre outras.

     As bandas paulistas também tiveram importante papel no emergente cenário tupiniquim, algumas das principais bandas paulistas eram Ultraje a Rigor, RPM, Titãs e Ira!. Do Rio Grande do Sul, se destacaram as bandas Engenheiros do Hawaii e Nenhum de Nós. De Brasília vieram Plebe Rude, Legião Urbana, Capital Inicial e Cassia Eller. Da Bahia surgiu a banda Camisa de Vênus.  A partir dai grandes bandas fizeram e ainda faz a festa roqueira brasileira.

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domingo, 23 de junho de 2013

03 - ANOS DE CHUMBO

O regime militar no Brasil, que se manteve no poder no país de 1964 a 1985, buscava vigiar e controlar o espaço público e todo o enunciado político contra a ditadura, buscava-se desmobilizar a sociedade para manter o regime. Nos veículos de comunicação em massa havia mensagens políticas de resistência, assim aconteceu com a música brasileira. Qualquer composição musical ou declaração que chocasse a “normalidade” política da ditadura era registrado como suspeito. 
O órgão responsável pela censura dos meios de comunicação era o CONTEL, comandado pelo SNI e pelo DOPS. Muitas vezes, matérias eram vetadas e os jornais publicavam, no lugar, páginas em branco. Na cultura, o que mais foi  censurada foi a Música Popular Brasileira, acusada pelos militares como uma ofensa  à moral e aos bons costumes. Diversos compositores e cantores tiveram seus discos proibidos e suas músicas vetadas. Para passarem pela censura, os compositores escreviam-nas de modo a ter um duplo sentido e os censores somente percebiam as críticas quando elas faziam sucesso. A censura não tinha nenhum critério e era imposta a qualquer coisa que pudesse ameaçar o regime.
Apresentamos uma seleção que representa bem o retrato da época:

1.APESAR DE VOCÊ – CHICO BUARQUE. (1971)
A letra critica o modo como às repressões ditatoriais eram feitas e alerta sobre o que iria acontecer se em um dia todos estivessem felizes e insistissem em viver da forma como queriam.

2. O BÊBADO E A EQUILIBRISTA – ELIS REGINA (1979)
Representava o pedido da população pela anistia ampla, geral e irrestrita, um movimento consolidado no final da década de 70.

3. ACENDER AS VELAS – ZÉ KETI (1967)
Faz uma crítica social as péssimas condições de vida nos morros do Rio de Janeiro, na década de 1960.

4.ALEGRIA, ALEGRIA – CAETANO VELOSO (1974)
A letra critica o abuso do poder e da violência, as más condições do contexto educacional e cultural estabelecido pelos militares, aos quais interessava formar brasileiros alienados.

5.DEBAIXO DOS CARACÓIS DOS SEUS CABELOS – ROBERTO CARLOS (1971)
Roberto compôs esta música para o amigo Caetano Veloso que estava exilado em Londres. Nesta época muitos brasileiros viviam no exílio, ou seja, tiveram que fugir do Brasil por conta da forte repressão sofrida pelos órgãos de repressão da ditadura militar.

6.PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES – GERALDO VANDRÉ (1968)
Através dela, Vandré chamava o público à revolta contra o regime ditatorial e ainda fazia fortes provocações ao exército.

7.ACORDA AMOR – CHICO BUARQUE (1974)
A falta de confiança era tão grande que as pessoas tinham mais medo dos policiais (que sequestravam, torturavam, matavam e, muitas vezes sumiam com corpos) do que de ladrões

8.PANIS ET CIRCENSES – OS MUTANTES (1968)
Panis et Circenses vem do latim e significa: Política do pão e circo, ou seja, a música denuncia, uma crítica do que o governo fazia com a população: entretenimento e comida.

9. O DIVÓRCIO –LUIS AYRÃO  (1977)
Luís Ayrão, cantor brega, mas engajado, compôs no 13º. Aniversário do golpe “há 13 anos que te aturo e não aguento mais”, à qual deu o título de “Divórcio”. A censura não percebeu.

10.APENAS UM RAPAZ LATINO AMERICANO – BELCHIOR (1976)
 É um protesto contra a repressão que censurava os artistas e, principalmente músicos da época. 

11.CÁLICE - CHICO BUARQUE E MILTON NASCIMENTO (1978)
A ideia de Chico Buarque: explorar a sonoridade e o duplo sentido das palavras “cálice” e “cale-se” para criticar o regime instaurado.
  
12.MOSCA NA SOPA – RAUL SEIXAS (1973)
Através de uma metáfora, o povo é a “mosca” e, a ditadura militar, “a sopa”. Desta forma, o povo é apresentado como aquele que incomoda que não pode ser eliminado, pois sempre vão existir aqueles que se levantam contra regimes opressores.

13. QUE AS CRIANÇAS CANTEM LIVRES – TAIGUARA (1973)
Composição de Taiguara, lançada em 1973. No mesmo ano, o cantor se exilou em Londres, tendo sido um dos artistas mais perseguidos durante a ditadura militar.

14.AQUELE ABRAÇO – GILBERTO GIL (1969)
Gilberto Gil fez a composição após ter sido preso em um camburão. Ele acreditava que seria morto.

15.É PROIBIDO PROIBIR – CAETANO VELOSO E MUTANTES (1968)
Esta canção era uma manifestação das grandes mudanças culturais que estavam ocorrendo no mundo na década de 1960

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domingo, 16 de junho de 2013

02 - SAMBA DE RAIZ

       O samba, como conhecemos atualmente, tem origem afro-baiana, temperado com misturas cariocas. Nasceu da influência de ritmos africanos, adaptados para a realidade dos escravos brasileiros e, ao longo do tempo, sofreu inúmeras transformações de caráter social, econômico e musical até atingir as características conhecidas hoje.
     O gênero que conquistou o título de identidade do Brasil dentro do país e no exterior, também cativou muitos adeptos no cenário artístico. Cada um deles deu sua contribuição ao estilo, surgindo diferente ramificações do tradicional samba.
     A influência cultural americana, logo após a Segunda Grande Guerra, também repercutiria no gênero. Com um modo diferente de dividir o fraseado do samba e inspirados no impressionismo do jazz e do erudito, surgiria através de João Gilberto e Tom Jobim a bossa nova nos anos 50. O novo estilo ganharia repercussão internacional. Dissidências internas desse grupo ainda propiciariam o surgimento dos afro-sambas de Baden Powell e Vinicius de Moraes.

     Uma corrente mais popular faria ressurgir o samba tradicional ,o Samba de Raiz como expressão mais autêntica, e o termo acabou sendo empregado ao referir-se aos sambistas mais conservadores do morro no final da década de 60 como Cartola, Nelson Cavaquinho e, mais adiante, Candeia, Chico Buarque de Holanda e Paulinho da Viola. Este mesclou o estilo ao choro e se transformaria em um ícone do samba tradicional para a corrente mais vanguardista até hoje. No final da década de 90, o antigo samba seria revalorizado com nomes de grandes artistas do gênero como Nelson Sargento, Wilson das Neves e as Velhas Guardas da Portela e da Mangueira. 

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